A Fazenda Maristela foi aberta no século XIX, pelo Barão de Lessa, para o cultivo do café. Chamava-se Fazenda das Palmeiras e tinha 2500 hectares, chegando até as margens do Rio Paraíba.

Com a queda do comércio do café, a fazenda foi vendida em 1901 para a ordem dos monges trapistas, vindos da França que a batizaram de Fazenda Maristela, homenagem à Nossa Senhora. Foram eles que construíram - no estilo que lembra os mosteiros franceses da ordem - a ampliação da Casa Grande com seus corredores e quartos de clausura. (Para saber mais sobre os trapistas visite http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_Trapista)

Os trapistas contribuíram muito para o desenvolvimento da lavoura de arroz da região e trouxeram novas técnicas de cultivo irrigado, utilizadas até os dias de hoje. Os monges voltaram para a França em 1927, deixando um vasto legado arquitetônico e agrícola.

Em 1931, a fazenda foi vendida para o empresário carioca Arthur Audrá, que iniciou o plantio de café, laranja e juta, além do arroz já cultivado pelo monges. A família Audrá foi proprietária da Cinematográfica Maristela, companhia de cinema que floresceu no início dos anos 1950, com Mário Audrá Junir à frente da empresa. Por isso, a Fazenda Maristela foi palco de festas que reuniam artistas e celebridades em torno de sua piscina. (Para saber mais sobre a Companhia Cinematográfica Maristela visite: http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/ cinematografica-maristela/)

Em 1955, a Maristela foi vendida para Dr. Theodoro Q. Barbosa que iniciou ali a criação de gado Santa Gertrudes. Em 1966, a fazenda passou para seus herdeiros e um deles assumiu a administração em 1985 e transformou a Maristela em pousada, cinco anos depois. Assim segue-se uma tradição familiar, numa arquitetura centenária, rodeada de mangueiras, jabuticabeiras, nascentes e animais silvestres que convivem em harmonia com os visitantes, funcionários e amigos dos proprietários.